Só As Cores Não É Suficiente Por Paulo Barbosa


Para refletir…(03/05/18)

“Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim
fará também as obras que eu faço e outras maiores fará,
porque eu vou para junto do Pai” (João 14:12).

Um professor de arte, mostrando a beleza das cores de um
famoso pintor, disse a seus alunos: “Para serem tão bons
quanto ele, é preciso mais que copiar suas cores; é
necessário ter o seu talento.”

Se queremos ser uma bênção nas mãos de Deus; se almejamos
imitar o modo como Jesus viveu; se desejamos iluminar o
mundo como Cristo iluminou, não poderemos copiar Suas
atitudes, a não ser que tenhamos Seu talento. E Ele nos
concede talentos para fazermos não apenas o que Ele fez, mas
coisas ainda maiores. Aleluia!

Quando aceitamos o talento que o Senhor nos dá e o usamos
para a glória de Seu nome, tudo se transforma. Nossa vida
fria desaparece e o ardor por fazer a Sua vontade nos
empolga e nos enriquece espiritualmente. Com os talentos do
Senhor, não há pessimismo, não há incertezas, não há
murmurações, não há nada que nos faça voltar atrás. Seguimos
adiante com fé, sem vacilar, sem temor.

Com os talentos concedidos pelo Senhor, não há caminho longo
demais, não há montes difíceis de subir, não há tarefa
impossível de realizar. Estamos fortalecidos pelo Espírito
Santo e tudo o que fazemos nos enche de júbilo o coração.

Não basta termos as cores de um cristão; precisamos ter os
dons de Cristo. Não é suficiente termos as bênçãos do
Senhor; para vencermos o mundo é necessário que sejamos uma
bênção nas mãos de Deus.

Paulo Barbosa
Um cego na Internet
Cel Oi: 31 98990-8757
Tel USA: 407 309-3311
paulobarbosa@ministeriopararefletir.com.br
www.ministeriopararefletir.com.br
Ministério Para Refletir – 21 anos de bênçãos

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Para refletir… Sua Vontade Foi Feita Por Paulo Barbosa


(23/04/18) “então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde,
benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está
preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34).

No Dia do Juízo Final, haverá diante do Senhor, dois tipos
de pessoas: as que dirão a Deus, “Sua vontade foi feita” e
as que ouvirão de Deus, “sua vontade foi feita.”

De que lado nós estaremos naquele dia? Poderemos dizer, com
o coração cheio de júbilo, que obedecemos a Palavra de Deus,
que nos esforçamos para glorificar o Seu nome, que deixamos
nossos interesses em segundo plano, procurando seguir os
conselhos de nosso Senhor e Salvador ou abaixaremos a cabeça
e reconheceremos que Deus sempre ficou em segundo lugar em
nossas vidas e atitudes?

Se estivermos do lado dos que fizeram a vontade do Senhor,
estaremos alegres, com um brilho especial no rosto, com a
certeza de que fomos muito abençoados aqui neste mundo, com
a alma preenchida com muita gratidão e ansiosos para ouvir o
“vinde benditos de meu Pai”.

Se estivermos do lado dos que ignoraram as Escrituras, que
não valorizaram o sacrifício de Cristo na cruz, que se
deixaram iludir pelas luzes e prazeres mundanos, que
julgaram que no final da vida poderiam dedicar o resto de
seus dias para Deus, então estaremos amargurados,
arrependidos, sem coragem para olhar para o Salvador, e
cientes de que o “vinde benditos de meu Pai” não seria
ouvido.

Se sabemos disso, agora, porque não começar imediatamente a
preparar o nosso caminho para as moradas celestiais? Por que
não viver de maneira abundante e feliz para já estarmos
acostumados à vida que teremos ao lado do nosso Deus? Por
que não começarmos a caminhar do lado certo, sem riscos?

Paulo Barbosa
Um cego na Internet
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OS CRISTÃOS E OS PRODUTOS PIRATAS


Pr. Airton Evangelista da Costa

“Entende-se por pirataria a reprodução, venda e distribuição de produtos sem a devida autorização e o pagamento dos direitos autorais. É uma prática muito utilizada na atualidade que provoca grandes prejuízos à economia do país”.
“Os produtos pirateados, além de serem diversificados, são financiados por máfias estrangeiras implantadas no país. Esses produzem sapatos, roupas, óculos, brinquedos, perfumes, relógios, livros, peças automobilísticas, instrumentos cirúrgicos e principalmente cigarros, bebidas, CDs e DVDs. Apesar de serem de procedência duvidosa, tais mercadorias podem ser produzidas de maneira a apresentar riscos à saúde”. A pirataria causa um prejuízo incalculável à economia do país – fala-se em 30 bilhõe$ – em razão do não pagamento dos impostos devidos.

O uso de produtos piratas é incompatível com os princípios cristãos. Deus ordena que o cristão obedeça ao estado, aos governantes e suas leis. “Deus estabeleceu o estado para ser um agente da justiça, para refrear o mal mediante o castigo do malfeitor e a proteção dos elementos bons da sociedade” (Rm 13.1-5).

“Sujeitai-vos a toda ordenação humana por amor ao Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores e louvor dos que fazem o bem” (2 Pe 2.13-14).

Por isso, ser cristão não é para muitos uma boa opção. Implica, no caso, comprar um produto três vezes mais caro do que o oferecido pela pirataria.
“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8).

O caminho é estreito, mas só segue quem deseja carregar a cruz e ser fiel até a morte. “Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim” (Mt 10.38). Ser “pirateiro” ou não, a escola é sua.

O Espiritismo é Cristão?


RESPOSTA APOLOGÉTICA AO ESPIRITISMO – 3

Da apostila “O Espiritismo é Cristão?”
Pr. Airton Evangelista da Costa

A série de estudos aqui apresentada tem como finalidade maior estabelecer a clara distinção entre Cristianismo e Espiritismo.
Como o termo Espiritismo Cristão tem sido muito usado, nada mais correto da parte dos cristãos definir os limites entre uma e outra crença, à vista da inerrante palavra de Deus.
Cabe aos cristãos esclarecer a opinião pública sobre as verdades bíblicas e as verdades que se encontram no Livro dos Espíritos e nos demais admitidos pelo Espiritismo.

O Espiritismo e os Espíritos Malignos

“O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais…” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec, cap. XII, item 6). “Se houvesse demônios, seriam obra de Deus. Deus, que é soberanamente justo e bom, não pode ter criado seres predispostos ao mal por sua natureza e condenados por toda a eternidade” (Livro dos Espíritos, Kardec, quesito 131).
Para o Espiritismo, Satanás, anjos maus, demônios são maus espíritos desencarnados, em fase de evolução. Analisemos o que Jesus nos revelou a esse respeito, Ele que foi, segundo Kardec, a “Segunda Revelação de Deus”.

A Palavra de Jesus

“E disse o diabo a Jesus: Tudo isto [os reinos do mundo] te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: “Vai-te, Satanás. Pois está escrito: ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.8-10).
Coloco-me no centro da teoria espírita para dizer que Jesus na qualidade de “Espírito Puro” teria plenas condições de identificar ali, não um adversário em potencial, mas um pobre espírito humano de classe inferior, necessitado de reencarnação. Esse “espírito perverso”, ao qual Jesus se dirigiu com palavras de ordem, alcançaria a perfeição mediante muitas vidas corpóreas, Ora, por conhecer o drama de seu “irmão”, Jesus o chamaria pelo nome da sua última encarnação. Diria mais ou menos assim:
“Meu caro Joaquim, não faças mais isto, ouviu? Na qualidade de Bom Espírito eu te aconselho a reencarnar rapidamente e escolher uma prova bem difícil, a fim de expungir suas culpas. Eu também já passei pela prova da evolução. Agora vá em paz, medite sobre sua vida, e largue essa mania de desejar ser adorado. Vá em paz e dê notícias minhas aos seus”.
Essas hipotéticas palavras estariam de acordo com o Espiritismo. Vejam a questão 116 do Livro dos Espíritos: “Os Espíritos não ficam perpetuamente nas camadas inferiores; todos eles tornar-se-ão perfeitos; mudam de classe, embora devagar”. Questão 117: “Depende dos Espíritos apressar sua marcha para a perfeição. Chegam mais ou menos rapidamente, conforme seu desejo e sua submissão à vontade de Deus”. Os espíritos maus só voltarão a Terra se quiserem. Se não desejarem reencarnar, permanecerão por aí infernizando a vida das pessoas. Deus na sua infinita paciência e misericórdia ficaria de braços cruzados esperando a boa vontade deles.
Observem que o diabo daria a Jesus “os reinos deste mundo” (Mt 4.8-9). Algum espírito desencarnado, da “terceira ordem”, teria sob seu domínio o sistema mundial? É evidente que tal domínio se aplica realmente ao império do mal sobre o qual reina o diabo, o deus deste século (2 Co 4.4). O diabo não é dono da Terra, mas possui nela, temporariamente, o seu reino de trevas, engano e sedução. Esse reino foi reconhecido pelo próprio Jesus: “Se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino?” (Mt 12.26).
“Vós pertenceis ao vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44).
Como em outras passagens, Jesus identifica, nomeia, aponta, distingue, intitula, indica, mostra, esclarece, particulariza, define o diabo. E diz que ele foi “homicida desde o princípio”. Ora, segundo a tese kardecista da preexistência, as almas são criadas por Deus em estado simples e sem conhecimento, porém sem maldade. Vejam a questão 115 do Livro dos Espíritos: “Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem ciência”. Logo, se o “diabo” a que Jesus se referiu fosse um desencarnado, ou uma alma em seu estado inicial, como poderia ser homicida e mentiroso desde o princípio? Se Jesus estivesse se referindo a um espírito perverso, não poderia fazer distinção entre um e outro, pois todos os espíritos impuros seriam considerados “pai da mentira”. Jesus identifica somente um, o diabo. Não cabe dizer que se trata da “personificação do mal”. Nas duas passagens já citadas há indicação clara de que se trata de uma só entidade, um espírito inteligente, astuto, enganador e vil. Também não cabe o argumento de que se trata de alegoria ou de parábola.
Jesus identifica o diabo como uma pessoa, capaz de desejar alguma coisa, influenciar e dominar criaturas humanas, de exercer o comando sobre os que lhe são submissos.
“Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41).
Jesus particulariza, nomeia e identifica o diabo dentre os demais seres espirituais. Ao anunciar que o destino dos demônios é o inferno, não está se referindo a espíritos humanos, que também terão o mesmo destino se, na vida corpórea, não andaram nos caminhos do Senhor. Jesus afirma que o diabo e seus anjos já possuem um lugar previamente preparado. Ora, se houvesse uma segunda chance, se Jesus estivesse falando de espíritos em vias de progresso, como deseja o Espiritismo, a conversa seria mais ou menos assim: “Olha, meus filhos, porque vocês fizeram coisas erradas na terra retornarão a ela inúmeras vezes até ficarem perfeitos. Mas vocês têm liberdade de escolher se desejam ficar muito tempo errantes, ou se querem reencarnar o mais rápido possível. Mas, por favor, comportem-se melhor doravante, porque desse jeito não dá”.
As poucas palavras registradas em Mateus 25.41 colocam por terra quatro posições do Espiritismo: inexistência do inferno, do juízo final, de Satanás e seus anjos, e existência de chance de recuperação. Considerando que essa afirmação de Jesus se deu há dois mil anos, é possível que Satanás já esteja num bom grau de perfeição, pois “a marcha dos espíritos é progressiva e jamais retrógrada. Eles se elevam gradativamente na hierarquia e não descem do plano a que se alçaram” (Quesito 194, L.E.). É possível conciliar a palavra de Jesus e a dos “espíritos” que influenciaram a mente de Allan Kardec? Merece algum crédito a declaração de Kardec de que “O Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa” e que “as instruções que promanam dos Espíritos não verdadeiramente as vozes do céu que vem esclarecer e convidá-los à prática do Evangelho”?
Ainda com referência a Mateus 25.41, como Jesus poderia chamar esses desencarnados de “malditos”, se concordasse que eles, no futuro, poderiam ser espíritos puros? Ora, “maldito” diz-se daquele que foi amaldiçoado. Entende-se, portanto, que Jesus estava falando de desencarnados sem nenhuma chance de salvação. Leiam o que o próprio Jesus falou: “Quem nele não crê já está condenado” (Jo 3.18). Como pôde Jesus preparar o inferno para o diabo, um espírito humano com possibilidade de progredir rumo à perfeição?

Certo espírita assim interpretou o versículo em análise: O “apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”, significa, simplesmente, o destino imposto compulsoriamente aos maus, de serem remetidos às reencarnações expiatórias em mundos inferiores ao nosso, até que a lição da humildade seja aprendida. O ‘fogo’ é eterno, isto é, de duração indefinida, ou seja, dura até que seja o pago ‘o último ceitil’, como nos ensina o mestre Aurélio, entre outras coisas, é um conceito de ‘pessoa má’, uma pessoa de ‘mau gênio’.
Segundo o mesmo mestre Aurélio, “eterno” significa “que não tem princípio nem fim”; que dura para sempre; constante; incessante”. Se o castigo é eterno, não terá fim. Nas palavras de Jesus não vemos nenhuma chance para os rebeldes, para o diabo e seus anjos. Conforme o Espiritismo, a reencarnação tem por objetivo o “melhoramento progressivo da Humanidade”, pois em “cada nova existência o Espírito dá um passo na via do progresso” (Quesito 167, do L.E.). Ou seja, todos os espíritos humanos estão sujeitos às reencarnações; todos passarão por esse “inferno”. Então, Jesus teria dito o óbvio? Jesus falou a respeito do Juízo Final, um tempo determinado em que os rebeldes receberão o devido castigo.
A verdade é que Jesus apresentou uma situação em que uns são chamados de “benditos de meu Pai”, a serem recebidos no céu (Mt 25.34), e outros chamados de “malditos”, a serem lançados no inferno (Mt 25.41). Nessa passagem, Jesus define duas classes de espíritos: de um lado, os espíritos humanos que na vida terrena tiveram oportunidade, a única, de se arrependerem, serem obedientes e tementes a Deus; do outro, os anjos decaídos liderados pelo diabo, o “maioral” dos demônios.
“Os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este {Jesus] não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios. Jesus disse: “Todo o reino dividido contra si mesmo acaba em ruína…; e, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois o seu reino? E se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsaram então vossos adeptos? Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o Reino de Deus”. (Mt 12.24-28).
Os fariseus acreditavam na existência de um “príncipe” ou “maioral” que exercesse autoridade sobre os demônios. O líder dos demônios, chamado Belzebu, ou Satanás, é quem poderia expulsar o espírito maligno que estava no endemoninhado cego e mudo (Mt 12.22). Acreditaram na libertação daquele homem, mas rejeitaram o uso do poder divino. Jesus admitiu a existência desse “príncipe”, porém ensinou que espíritos malignos pertencentes ao mesmo reino das trevas não podem expulsar seus próprios parceiros.
Penetrando no túnel da teoria espírita, nada encontrei sobre a existência de um líder entre os espíritos perversos. Ora, se o Espiritismo diz que “os demônios são as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais”, como então poderia omitir informação tão importante? Os “instrutores espirituais” deveriam ter informado sobre esse “príncipe”. Por que ocultaram essa informação?
“Sai deste homem, espírito imundo” (Mc 5.8).
Encontrei no Livro dos Espíritos, quesito 113, a informação de que os “Puros Espíritos são mensageiros e ministros de Deus”, e “comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e lhes confiam missões”. Contrariando tal assertiva, Jesus, “Espírito Puro”, não se coloca como orientador desses demônios. Ao contrário, admitiu que eles possuem liderança própria e reino próprio, e até fez a separação irreconciliável entre o Reino de Deus e o reino de Satanás, o maioral.
Em nenhuma das libertações consignadas nos evangelhos vemos Jesus tratar os demônios com brandura ou confiar-lhes missões para ajudá-los a se despojarem de suas imperfeições. Ao contrário, Jesus disse que o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos. A autoridade de Jesus sobre os espíritos malignos não decorre de uma relação fraternal, como de pai para filho, de irmão para irmão, de um líder para seus comandados. Jesus não veio para auxiliar os demônios nas suas fraquezas. Por exemplo, Jesus ordenou que Satanás saísse de sua presença (Mt 4.10).
Jesus contrariou a tese espírita em outro ponto. Veja o quesito 126 do Livro dos Espíritos. “Deus contempla os transviados com o mesmo olhar e os ama com o mesmo amor. Eles são chamados maus porque faliram”. Se correta essa palavra, Jesus deveria ter tratado os demônios com misericórdia, mas não o fez. Jesus chamou de “imundo” o espírito que estava naquele homem. Como admitir que Jesus estava lidando com espíritos humanos com possibilidade de progredir até chegar ao estado de pureza? Em outras situações semelhantes Jesus não manteve qualquer diálogo fraternal.
NOTA: A apostila “O Espiritismo é Cristão?” pode ser solicitada pelo e-mail airton.palavradaverdade@gmail.com – GRÁTIS.

Nove entre dez brasileiros atribuem a Deus sucesso financeiro


25/12/2016 02h00

Nove entre dez brasileiros dizem que seu sucesso financeiro se deve a Deus, mostra pesquisa Datafolha.

A porcentagem supera 90% entre os religiosos, é de 70% entre os sem religião e aparece até mesmo entre os que se declaram ateus: 23% concordam com a declaração.

Quanto menor a escolaridade e menor a renda, maior a gratidão a Deus pelas conquistas terrenas.

Ainda assim, são 77% os graduados que atribuem responsabilidade divina às finanças, e 7 entre 10 entre os que têm renda mensal acima de 10 salários mínimos (R$ 8.800, pelo valor atual).

DINHEIRO DOS OUTROS

A disparidade de opinião entre os mais e menos escolarizados, ou entre os mais e menos ricos, fica ainda mais ampla quando se trata do dinheiro dos outros.

Um terço de quem fez até o ensino fundamental e 28% dos que ganham até R$ 1.760 por mês concordam com a frase “As pessoas pobres, em geral, não têm fé em Deus, e por isso não conseguem sair dessa situação”.

Em contraposição, são apenas 9% os graduados que atribuem pobreza à falta de fé, mesmo índice dos que ganham mais de R$ 8.800.

O Datafolha ouviu 2.828 brasileiros maiores de 16 anos selecionados por sorteio aleatório, em amostragem representativa da população.

Feita em 174 municípios, a pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos (nível de confiança de 95%).

RELIGIÃO E ECONOMIA

As origens da pobreza e as soluções para ela são vistas de forma diferente pelos dois principais grupos cristãos do país: católicos e evangélicos –termo que, no Brasil, designa os protestantes históricos, os pentecostais e os neopentecostais.

Há uma parcela maior (28%) de evangélicos que acham que é a falta de fé em Deus que impede os pobres de deixarem essa condição.

E enquanto a caridade é a solução mais citada pelos católicos, para os evangélicos a melhor saída para os pobres é levá-los para a igreja, segundo pesquisa do Instituto Pew com 2.000 brasileiros.

A prática, porém, é outra, mostram os dados. Os protestantes são mais ativos não apenas em arrebanhar fiéis para suas igrejas (43% deles, contra 14% dos católicos).

Eles também fazem mais caridade (63%, contra 45% dos católicos) e suas igrejas ajudam a achar emprego para seus membros (56%, contra 35% dos católicos).

NOVO CAPITALISMO

“Os evangélicos estão muito mais conectados com a experiência cotidiana”, diz o professor de antropologia da Unicamp e pesquisador do Cebrap Ronaldo de Almeida.

“Essa ligação com a vida prática gera ânimo, disposição, e isso não é pouca coisa, principalmente num momento de crise”, afirma Almeida.

Assim como o protestantismo foi capaz de apoiar o progresso financeiro e o lucro no início da modernidade, as religiões evangélicas conseguiram atualizar seus costumes e hábitos para se adaptar ao novo capitalismo mundial.

“O discurso de que os fiéis são capazes de ‘se virar’, virar patrões de si mesmos, cria um outro ‘éthos’ adequado a momentos de precariedade.”

A Igreja Universal do Reino de Deus, que reúne 8% dos evangélicos, organiza cursos de empreendedorismo e programas de geração de renda: a maioria absoluta (57%) de seus membros ganha até dois salários mínimos por mês.

A Universal é a maior representante do grupo neopentecostal, cuja teologia da prosperidade defende o sucesso material nesta vida como bênção divina, que é estimulada pelo dízimo.

Apesar de ter parcela maior de fiéis mais pobres, a Universal é a que recebe o maior valor médio mensal de seus membros, segundo a pesquisa Datafolha.

São R$ 96,5 por mês, contra R$ 70,3 da Assembleia de Deus (21% dos evangélicos) e R$ 95,8 dos batistas (segunda maior igreja evangélica, com 13% desse grupo).