Marco Feliciano diz que só deixa comissão se Genoino sair da CCJ–Veja.com


Marco Feliciano diz que só deixa comissão se Genoino sair da CCJ

Líderes partidários se reuniram por duas horas com o parlamentar, que reafirmou que não renunciará à presidência da Comissão de Direitos Humanos

Marcela Mattos, de Brasília

Deputado Pastor Marco Feliciano, Presidente da Comissão de Direitos Humanos<img alt=”Deputado Pastor Marco Feliciano, Presidente da Comissão de Direitos Humanos” src=”http://veja2.abrilm.com.br/assets/images/2013/4/137567/politica-brasil-deputado-marco-feliciano-direitos-humanos-20130327-01-size-598.jpg?1365024108&#8243; title=”Deputado Pastor Marco Feliciano, Presidente da Comissão de Direitos Humanos” width=”598″ />

Por causa dos protestos, Feliciano havia vetado a presença do público na comissão (Agência Brasil)

Como já era esperado, as quase duas horas de reunião para tentar convencer o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) a renunciar à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara não tiveram efeito. Mesmo após a insistência dos líderes partidários e também do presidente da Câmara para que Feliciano deixe o comando da comissão, o parlamentar manteve-se irredutível. A conversa, realizada no fim da manhã desta terça-feira, resultou em apenas uma mudança: as reuniões presididas pelo parlamentar voltarão a ser abertas ao público.

O colégio de líderes acabou se dividindo sobre a permanência de Feliciano, o que lhe deu ainda mais argumentos para que continuasse no cargo. Na reunião, o pastor chegou a ironizar que só deixaria a presidência da comissão se João Paulo Cunha e José Genoino, ambos do PT de São Paulo, saíssem da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Os dois parlamentares foram condenados no julgamento do mensalão e podem perder o mandato ainda neste ano.

A reunião ocorreu sob clima de forte tensão. Eleito legitimamente, o diálogo é a única forma que os deputados têm para convencer Feliciano a renunciar.

No encontro, agendado há duas semanas pelo presidente da Casa, representantes de alguns partidos, como do PSOL, do PT e do PPS, fizeram o apelo por um novo comando. Além desses partidos, grupos pedem a renúncia de Feliciano sob a acusação de que o parlamentar manifestou opiniões racistas e homofóbicas. Líderes de PMDB, PR, PSD, PRB e PMN defenderam que o pastor tinha o direito de continuar no cargo. Alguns líderes não chegaram a se pronunciar diante da insistência do pastor em continuar. O PSDB tomou uma decisão partidária de nem sequer participar do encontro após avaliar não haver saída regimental para resolver o problema.

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Feliciano, porém, voltou a reafirmar que permanecerá à frente da CDH. “A maioria dos líderes mostrou-se favorável para que eu fique. Não há nada errado no regimento”, afirmou. O deputado disse ainda que emagreceu seis quilos desde que assumiu a comissão – e que está contente com isso.

Sessões abertas – No encontro com o colegiado, Henrique Alves determinou que as sessões da comissão voltem a ser realizadas a portas abertas. Na última quarta-feira, por causa dos protestos, Feliciano proibiu a entrada do público, permitindo acesso ao plenário apenas a jornalistas, assessores e deputados. A medida, no entanto, fere o regimento interno da Câmara.

Até então agindo com veemência pela renúncia de Feliciano, o presidente da Casa não comentou a decisão do colegiado. Em outras ocasiões, Alves chegou a classificar a permanência do parlamentar como “insustentável” e lamentou as vezes que ele afirmou que não deixaria o posto.

(Com Estadão Conteúdo)

Sete momentos de Marco Feliciano

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado do PSC é alvo de sucessivos protestos de partidos de esquerda desde que assumiu o cargo em fevereiro

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Homofobia

Feliciano é acusado por militantes LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) de ter dado declarações homofóbicas. Em julho de 2012, ele apresentou um projeto para tentar derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a união entre pessoas do mesmo sexo. Em março, poucos dias antes de assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos, ele disse ao site de VEJA que “a união homossexual não é normal” e que “o reto não foi feito para ser penetrado”.

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