“Imprensa ideologica”persegue Marco Feliciano


Marco Feliciano pode ser denunciado ao Conselho de Ética por acusações de favorecimento a empresas e pastores da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento

Avatar de Tiago Chagas Publicado por Tiago Chagas em 29 de março de 2013

Marco Feliciano pode ser denunciado ao Conselho de Ética por acusações de favorecimento a empresas e pastores da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento

Marco Feliciano enfrenta agora, além dos protestos sociais, representações de outros partidos que querem investigar o uso de sua verba de gabinete a partir da acusação feita pelos jornais Folha de S. Paulo e Correio Braziliense, de que o pastor estaria favorecendo suas empresas e as atividades de sua igreja, a Assembleia de Deus Catedral do Avivamento.

O PPS, oposicionista ao governo Dilma Rousseff, divulgou nota afirmando que pretende levar Marco Feliciano ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, para que o pastor se explique, segundo informações da revista Veja.

“Passou do limite do admissível”, afirmou o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), ao comentar a denúncia de que cinco pastores que trabalhariam apenas na igreja, sem dar expediente na capital federal, estariam recebendo salários como assessores parlamentares.

O jornalista Ricardo Noblat afirmou que suspeitando de sabotagem, o pastor Marco Feliciano decidiu demitir todos os 17 funcionários da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). Entre estes, 12 são concursados e outros 5 ocupavam cargos de confiança.

Outra definição de Feliciano na CDHM também causou polêmica nesta quinta-feira, 28 de março, quando o pastor decidiu passar a relatoria do projeto de lei que propõe a regulamentação da prostituição como profissão para o deputado federal Pastor Eurico (PSB-PE).  O projeto é de autoria do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), o principal adversário político de Feliciano.

De acordo com O Globo, na reunião mais recente da CDHM, Feliciano afirmou que “talvez tenha sido a boa mão de Deus que nos colocou aqui, para mostrarmos as boas coisas”, ao comentar o caso das vítimas de contaminação por chumbo, da cidade de Santo Amaro da Purificação, na Bahia.

O pastor ouviu o relato de Adilson Pereira Moura, presidente da associação que reúne as vítimas da contaminação, e afirmou estar emocionado: “Segurei minhas lágrimas, senhor Adilson. O senhor representa pessoas que nessa comissão não tiveram vez e voz”, disse, alfinetando a antiga presidência da CDHM, que era exercida pelo Partido dos Trabalhadores e no último mandato, foi ocupada pelo deputado Domingos Dutra (PT-MA).

Em meio à tantas polêmicas, a revista Istoé publicou reportagem em tom agressivo, acusando o pastor Marco Feliciano de “explorar economicamente a fé alheia” e professar “o racismo, a homofobia e o machismo”.

A matéria da Istoé diz ainda que “Feliciano tenta impor o atraso a uma sociedade em inequívoca evolução” e que “para piorar, o pastor-deputado, sem o menor constrangimento, em nome de ideias ultrapassadas com claro viés autoritário e de conotação desagregadora, profana a memória dos líderes religiosos que ele mesmo escolheu como patronos”, acusa, referindo-se às origens do pentecostalismo.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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