Dia dos Namorados celebra santo que pode nunca ter existido


 

Dia dos Namorados celebra santo que pode nunca ter existido

Igreja Católica nunca confirmou existência de São Valentim.
Festa de fevereiro era comemorada já na Roma Antiga.

Do G1, em São Paulo

 

 Foto: Reprodução/Wikipedia Commons
Foto: Reprodução/Wikipedia Commons

Cartão de dia dos namorados de 1910 (Foto: Reprodução/Wikipedia Commons)

Dia 12 de junho é, para os brasileiros, a data em que os apaixonados trocam presentes, passam o dia juntos e lembram os momentos bons vividos no relacionamento. O dia dos namorados, comemorado na maioria dos países em 14 de fevereiro, tem uma história antiga e controversa.

A comemoração se vincula às festas lupercais do Império Romano, rituais pagãos em homenagem a Fauno Luperco, deus que protegia os pastores e os rebanhos, e eram celebrados no dia 15 de fevereiro de cada ano, cinco semanas antes do início da primavera.

Durante a Idade Média, os amantes recitavam poemas na data. Os primeiros cartões, feitos a mão, apareceram no século XVI. A produção industrial deles começou cerca de 200 anos depois.

No Brasil, diz a lenda que a data de 12 de junho foi criada pelo comércio paulista, e depois praticada pelo resto do país.

O santo que talvez nunca existiu

São Valentim foi um suposto mártir cujo aniversário a Igreja Católica deixou de celebrar a partir de 1969 por duvidar de sua identidade e inclusive de sua existência.

Nas mais antigas listas de mártires, confeccionadas nos primeiros séculos da era cristã, existem pelo menos três santos com nome de Valentim: dois bispos sepultados em diferentes locais da Via Flamínia, em Roma, e um terceiro que teria sido torturado e morto na África, todos eles lembrados em 14 de fevereiro.

Os autores da Enciclopédia Católica afirmam que os dados que chegaram até nós sobre estes três supostos mártires "carecem de valor histórico" por serem escassos, insuficientemente fundamentados e de data muito posterior à época em que se supõe que eles tenham vivido.

Ao longo dos séculos, esses três "Valentines" foram se unificando na memória popular, dando lugar assim a um personagem, uma história e uma tradição que não pararam de se enriquecer ao longo dos séculos, até se tornar uma lenda sobre alguém que, tal como se lembra hoje, nunca existiu.

Por volta do fim do século V d.C., o papa Gelasio I acolheu as lendas sobre São Valentim e instituiu sua celebração em 14 de fevereiro, com a finalidade de apropriar para a Igreja a tradição das lupercais, que se extinguiu.

O decreto papal se explicava que São Valentim era um daqueles "cujos nomes são venerados pelos homens, mas cujos atos só Deus conhece", admitindo assim a absoluta carência de dados verossímeis sobre o assunto.

Valentim apaixonado

Entre as muitas lendas que surgiram ao longo dos séculos, destaca-se uma que diz que Valentim teria sido um sacerdote cristão que foi detido e torturado até a morte em 270 por ordem do imperador romano Claudio II.
Segundo esta história, que foi transmitida oralmente e sobre a qual não há nenhum testemunho, o sacerdote se apaixonou perdidamente pela filha de um de seus carcereiros, a quem enviou uma carta apaixonada que assinou como "teu Valentim", dando origem à tradição das cartas que em muitos países os namorados trocam em 14 de fevereiro. Outra história conta que ele foi condenado à morte por celebrar casamentos em segredo sob o rito ainda clandestino dos católicos.

Vários poetas medievais europeus enalteceram o florescimento do amor nesta data, lembrando que é quando os pássaros começam a formar casais no hemisfério norte, alimentando as versões segundo as quais se tratava de um santo vinculado ao amor romântico.

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