A missão da igreja na confrontação com a opressão espiritual – Parte 2


Pr. Fernando Fernandes
4.2 O que é possessão?

A possessão demoníaca é um tema não muito entendido pela igreja, principalmente as mais conservadoras, mas não podemos negar a verdade bíblica que indica que os demônios investem contra o corpo físico até alcançarem fases mais profundas de possessão, nas quais dominem por completo a mente e as ações dos seres humanos.

Precisamos buscar compreender este tema, se desejamos vitória contra o inimigo, crendo na verdade expressa na Palavra de Deus, que ensina sobre a ação diabólica na tentativa de destruir a humanidade, Marcos 5.1-20.

Em Lucas 8.27, também narrando o episódio do endemoninhado geraseno, não aparece o termo possessão, mas o Texto Sagrado assevera que o homem tinha demônios dentro de si, échon daimónia, o que justifica a tradução que diz "possesso de demônios". A idéia é a de que Satanás tem poder para usar um corpo humano, infligindo doenças físicas ou mentais, no diabólico afã de promover a autodestruição do ser, 1 João 5.19.

A expressão mais comum na Bíblia para se referir a possessão demoníaca é "ter um demônio" ou "estar endemoninhado", mas também encontramos passagens que se referem aos "espíritos imundos", Atos 8.7, e a "espíritos malignos", Atos 19.12.

Por mais estranho que possa nos parecer, Satanás pode tomar posse de um ou mais órgãos do corpo humano, bem como de todo o corpo, se alojando no sistema nervoso da pessoa e dominando a sua mente de tal forma que esta pessoa se adapta com certa facilidade a um padrão de vida sub-humana e às praticas horrendas do ocultismo, tais como beber sangue, comer cérebro humano, comer cacos de vidro e outras coisas humanamente impensáveis.

As manifestações de possessão demoníacas são variadas na sua intensidade e na sua forma. Os demônios podem falar, utilizando os recursos vocais da pessoa possessa, e podem habitar em animais, Mateus 8.29-32. Uma pessoa possessa pode apresentar força incomum, Marcos 5.2-4, pode agir de forma estranha, andando completamente nua ou vivendo entre túmulos, Lucas 8.27, ou ainda, pode adotar comportamento autodestrutivo, Mateus 17.15 e Marcos 5.5, ficando evidente que há graus diferentes de gravidade e de domínio, mas em todos os casos é comum o fato de que a pessoas possessa está sendo destruída pelo demônio usurpador nos campos físico, emocional e espiritual.

O Dr. Hodge define a possessão demoníaca como sendo a habitação de um espírito mal na pessoa, em íntima relação com o seu corpo e sua alma, a ponto de exercer uma influência controladora, produzindo violentas agitações e intensos sofrimentos mentais e físicos.

Concordo com Caio Fábio que no livro "Principados e Potestades", define a possessão demoníaca como sendo a ocupação da mente humana por uma entidade espiritual maligna que ofusca ou elimina a personalidade do possuído, manipulando todas as suas faculdades sensoriais e se apossando do corpo desta pessoa para utiliza-lo na materialização de suas manifestações.

Conforme a narrativa dos Evangelhos a possessão demoníaca é uma das mais marcantes manifestações de poder dos espíritos malignos sobre a mente e o corpo dos seres humanos.

Na verdade, existem duas categorias de possessão na narrativa bíblica. A primeira é especificamente sobre a mente humana, como no caso da menina possuída pelo espírito de adivinhação, mencionada em Atos 16.16. A segunda categoria é a que aponta para a possessão do corpo, tendo o possesso o domínio relativo sobre suas faculdades mentais ou não. Há casos de possessão total do corpo e da mente do endemoninhado, como no caso do menino epilético e do geraseno, Lucas 9.39, Mateus 1715 e Marcos 9.17-18; Marcos 5.9.

Com certa freqüência identificamos sintomas que indicam a possessão demoníaca e dentre estes destacamos os seguintes:

a) A presença de uma entidade maligna, um outro ser manifesto, dentro do endemoninhado.

b) Uma força física excepcional que capacita o possesso a realizações mirabolantes.

c) Acessos raivosos demonstrados em olhares fulminantes e faiscantes, ou em gestos odiosos, motivados pelo desejo de vingança ou por um impulso facinoroso.

d) Olhar vidrado e centrado no vazio sem as reações naturais instintivas da pupila.

e) Resistência a manifestações de um cristianismo autêntico e de uma fé genuinamente cristã, manifesta em zombarias, descaso e rejeição veemente da vitória de Jesus na cruz.

f) Clarividência, adivinhações e profundo conhecimento do sobrenatural.

g) Alteração da voz, do porte físico, do semblante ou mudez total. É possível se verificar também alterações de hálito e dos odores do corpo.

h) Transes psicodélicos e desmaios freqüentes, que acontecem sempre após de uma sensação de arrepio espiritual, como se um ser imaterial estivesse por perto.

É certo que nem todos os casos apresentam todos estes sintomas ao mesmo tempo e em muitos casos o diabo consegue forjar uma normalidade que mascara a sua atuação, pelo que se faz necessário discernimento espiritual e até mesmo, habilidade com o Texto Sagrado para provocar o inimigo a uma manifestação objetiva. O diabo não suporta os textos bíblicos que afirmam a vitória de Jesus sobre ele e sobre seus demônios, tais como Filipenses 2.9-11, Colossenses 2.15, Hebreus 2.14 e 15, 1 Pedro 5.8-9, 1 João 3.7-8 e 5.18.

Devemos ter em mente que além das manifestações evidentes de possessão, a atividade demoníaca pode ser identificada por uma sensação subjetiva da presença espiritual maléfica, como verificamos em 1 Coríntios 12.10, que ensina sobre o dom de discernimento de espíritos, que é dado para a igreja.

Não há razões objetivas que justifiquem o pensamento de que possessões demoníacas tenham ficado restritas ao passado ou ao período bíblico. Há casos, atualmente, de pessoas com pensamentos e atitudes que só se explicam quando estudamos a situação pela perspectiva da possessão demoníaca. Por isso, devemos estar alerta, pois há inúmeros casos verídicos e comprovados de possessão demoníaca hoje em dia.

Não podemos e nem devemos utilizar a possessão demoníaca como carro chefe da mensagem cristã, ou como estratégia de marketing. A Palavra de Deus nos outorga autoridade, em nome de Jesus, para expulsar os demônios, Mateus 10.8, Lucas 9.1-2, mas não nos autoriza tais atitudes. 4.3 As possíveis causas da possessão demoníaca:

Muitas podem ser as causas da possessão, mas verificamos, seja pela experiência ministerial ou ao longo da narrativa bíblica, que algumas causas são mais comuns.

Na verdade, os pensamentos pecaminosos que se estabelecem na mente humana quando se vive distanciado de Deus constroem fortalezas de maus hábitos e de padrões éticos e morais distorcidos que se encravam na mente da pessoa. Desta forma, a pessoa fica vulnerável a Satanás para a possessão enquanto não destruir estas fortalezas em nome de Jesus, tornando-se limpa no sangue de Cristo.

Das causas mais evidentes da possessão demoníaca, destacamos as seguintes: a) O envolvimento com macumbaria, ocultismo, espiritismo, esoterismo e rituais do gênero, mesmo que inconscientemente.

Ler livros ou assistir filmes e novelas que abordem esta temática; manter relacionamento afetivo com pessoas envolvidas ou declaradamente professas; ir a uma festa; comer alimentos consagrados aos ídolos; usar bijuterias ou qualquer outra coisa que esteja ligada aos rituais diabólicos, ou que tenha sido consagrada aos demônios, é um envolvimento perigoso que deixa a pessoa vulnerável à possessão demoníaca.

Além disto, a leitura assídua de horóscopos, a crença em duendes, em fadas, em bruxas e em gurus, bem como toda a sorte de feitiçaria propalada pela mídia, coloca a pessoa em posição desfavorável diante dos ataques satânicos.

Em Êxodo 22.18, a Bíblia condena a feitiçaria e em Levítico 19.26 e 31 condena os agouros e as adivinhações. Em Ezequiel 13.18, o Texto Sagrado condena o uso das pulseiras mágicas e em Levítico 20.6 é repudiada de forma veemente a consulta aos mortos. Além destes textos, vale a pena alistar outros textos que condenam o envolvimento com a macumbaria, com o ocultismo, com o espiritismo, com o esoterismo e com os rituais do tipo, como Deuteronômio 18.9-11, Isaías 2.6 e 8.19, Zacarias 10.2, Malaquias 3.5, Atos 8.9 e 19.19-20, Gálatas 5.19-21 e Apocalipse 21.8 e 22.15.

Muitas pessoas se permitem a contatos com os demônios, ou entregam suas vidas para eles, por que pensam que com isto estão buscando harmonia com os "anjos de luz". Satanás e seus demônios se aproveitam da boa fé das pessoas e se apresentam com nomes bonitos e cheios de aparato para enganarem as pessoas com o ensino de doutrinas diabólicas.

Os demônios se apresentam como sendo "espíritos familiares", "espírito de luz", "espírito de médicos" ou "espírito de poetas ou escritores famosos", mas na verdade são anjos decaídos, são demônios, que se dedicam à diabólica missão de destruir o homem e de escraviza-lo a partir da possessão demoníaca. São estes demônios que se manifestam no kardecismo, na macumbaria, no ocultismo, no esoterismo e em todas as religiões do gênero.

b)Outra causa da possessão é a consagração dos filhos aos demônios. O Texto Sagrado em Levítico 18.21 e 20.2 condena tal prática, que escraviza o ser e que priva do livre arbítrio a criança consagrada ao demônio que a atormentará constantemente.

O pastor Reginaldo Pires, pastor Batista no Rio de Janeiro, em seu livro Grandes Verdades Sobre o Espiritismo, narra que quando sua mãe estava grávida dele, teve uma visão de seu avô, já falecido, que solicitou a dedicação do recém-nascido aos orixás para que este herdasse todos seus poderes do espiritismo. A criança foi consagrada ao nascer e ao completar sete anos os demônios reivindicaram a legalidade concedida anteriormente, fazendo o menino passar por momentos terríveis, nos quais tinha desmaios freqüentes, problemas cardíacos sem comprovação médica, fobias aterrorizantes e visões noturnas de orixás e de pessoas vestidas de branco que diziam que ele era médium de berço.

c) Uma outra causa é a perspectiva de vida pautada na libertinagem sexual. A prostituição, a pornografia, a promiscuidade, a libertinagem, o lesbianismo, o homossexualismo, a zoofilia, as relações incestuosas, a masturbação provocada e compulsiva, o adultério, o suingue e a fornicação são sempre motivados por demônios.

A Bíblia mostra que Deus condena tais práticas em passagens como Levítico 18.1-30 e 20.7-23, Romanos 1.18-32, 1 Coríntios 6.9-10, que indicam o sentimento de Deus para com os praticam estas coisas abomináveis.

d) Uma quarta causa da possessão demoníaca é o alcoolismo e o uso místico de drogas alucinógenas. Quando a pessoa se embriaga ou usa drogas ela agride violentamente a sua própria mente, matando seus próprios neurônios e se tornando vulnerável aos demônios. A pessoa alcoolizada ou drogada é presa fácil para a possessão, visto que Satanás quer anular e dominar a mente humana. O álcool e as drogas servem como agente facilitador no processo de possessão demoníaca.

Textos como Levítico 10.8-11,x Provérbios 20.1 e 23.29-35, Isaías 28.7 e Oséias 4.11 são bem objetivos e são favoráveis à abstenção, mesmo que muitos cristãos, infelizmente até mesmo alguns pastores, queiram encontrar defesa bíblica para um aperitivo, ou para a manutenção dos rituais envolvendo substância alucinógenas que são comuns entre os povos animistas.

e) A quinta e última causa de possessão que consideraremos é a incredulidade e a dureza de coração em relação ao evangelho e a pessoa de Cristo. Muitos não são devassos e não estão diretamente envolvidos com o ocultismo, ou nem mesmo sofrem pressão por parte de uma das causas anteriormente consideradas, mas Satanás mesmo assim usurpa suas mentes e possui os seus corpos.

Normalmente são pessoas que não crêem em Jesus e que resistem a mensagem do evangelho. Não são templos do Espírito Santo, são do "mundo que jaz no maligno", 1 João 5.19. A Palavra de Deus assevera que quem não é de Deus, queiramos ou não, esta sob influência dominadora do Diabo, Efésios 2.1-3.

A exortação da Palavra de Deus é para que se evite um padrão de vida distanciado e dissociado de Deus, visto que isto se constitui em uma porta escancarada para Satanás perverter e dominar, pela possessão, a pessoa, Romanos 1.19-25, Efésios 4.17-19. Não podemos nos esquecer que Satanás é o sedutor, o enganador, por excelência de toda a humanidade sem Deus, como lemos em Apocalipse 12.9.

Por mais difícil que seja para admitirmos isto, até por causa dos nossos amigos e parentes não evangélicos, todo e qualquer coração sem Jesus Cristo é vulnerável à possessão demoníaca.

Vale ressaltar que a possessão se distingue da simples tentação, bem como da opressão, pela completa ou total perda da razão ou da vontade da pessoa possessa. Na possessão, os demônios governam por completo os pensamentos, as palavras e as ações da pessoa, até que sua personalidade pareça destruída ou totalmente reprimida na produção da consciência de uma dupla vontade, ou de um demônio, dentro de si. Na tentação, ou mesmo na opressão, a própria vontade da pessoa se realiza conscientemente, Atos 5.3-4, Tiago 1.13-16, assumindo gradualmente, sem a aparente perda do autocontrole, as características evidentes de uma manifestação satânica.

Também é válido o alerta da Palavra de Deus quando nos orienta para que oremos pedindo ao Pai que não nos deixe ser engodados ou induzidos pela tentação, Mateus 6.13 e Lucas 22.31-32, colocando sobre os nossos ombros a responsabilidade de estarmos atentos para as ciladas do Diabo e de resistirmos os seus ataques pela fé, para a vitória, Efésios 6.11 e 16, Tiago 4.7 e 1 Pedro 5.9.

O Texto de Lucas 22.31-33 é muito objetivo e nele é o próprio Jesus quem assevera que Satanás faz uma espécie de petição, uma reclamação ou demanda de direitos, reivindicando legalidade sobre nossas vidas para nos cirandar, para nos chacoalhar até as últimas conseqüências, a fim de verificar se resistimos aos seus ataques e se nos firmamos na fé em Cristo para a vitória.

Vejamos em seguida a atitude do próprio Senhor Jesus diante do confronto com a possessão demoníaca.

V – Jesus e o confronto com a opressão demoníaca – Marcos 5.1-20:

Apenas para recordarmos e para prosseguirmos na mesma linha pensamento que nos conduziu até este ponto neste estudo, relembramos que a possessão demoníaca é a ocupação da mente humana por uma entidade espiritual maligna, que ofusca ou elimina a personalidade do possuído, manipulando todas as suas faculdades sensoriais e se apossando do corpo da pessoa na materialização das manifestações demoníacas.

Vale ressaltar também, antes de estudarmos o texto indicado, que a possessão demoníaca pode ocorrer em níveis bem distintos. O primeiro deles é denominado de nível oculto. Neste caso, a influência demoníaca é tão sutil em sua manifestação, sem qualquer evidência externa, que só é identificada se submetemos o endemoninhado a um processo de cura interior, como que uma terapia existencial.

O segundo é denominado de nível sutil e sugestivo. Neste caso já se verifica alguma evidência externa de possessão, mas não óbvia o suficiente para um confronto direto. Neste nível, o espírito maligno exerce poder sobre o endemoninhado, mas não se manifesta de maneira que denuncie obter total controle sobre ala.

O terceiro nível é denominado de semi-evidente. Neste caso, o espírito maligno exerce poder suficiente sobre a pessoa a ponto de indicar que há uma força estranha a natureza humana em ação, mas sem se manifestar objetivamente, fazendo apenas sugestões e induzindo a posturas existenciais malignizadas.

O quarto é último nível é o evidente. Neste caso, o espírito maligno está definitivamente no controle da mente e do corpo do endemoninhado, se manifestando livremente em toda a sua hostilidade, arrogância e maldade. É neste nível que a possessão atinge profundidades mais agravadas podendo até levar a pessoa possessa a se tornar maligna, assumindo e incorporando voluntariamente o papel de agente satânico no mundo para a realização dos diabólicos intentos.

No caso do endemoninhado geraseno, em Marcos 5.1-20, também narrado em Mateus 8.28-34 e em Lucas 8.26-39, a possessão se enquadra no quarto nível. Isto é fundamental para entendermos a postura adotada por Jesus, como veremos em seguida.

Neste caso de possessão narrado em Marcos 5.1-20, analisando a postura do Senhor Jesus, vale destacar o seguinte:

a) Verso 2 – O homem estava possesso, ou seja, tinha demônios dentro de si, Lucas 8.27. Isto significa dizer que ele estava completamente dominado pelos demônios habitavam nele, tendo perdido a sua própria personalidade e atuando como um verdadeiro porta-voz do Diabo.

b) Versos 3 e 4 – A condição subumana em que vivia o homem, comparado a um animal que não se podia domar, comprova a ação demoníaca. A possessão era de tal intensidade que o homem estava privado de uma existência socializada e dos relacionamentos interpessoais, já incorporando o seu estado de malignidade.

c) Verso 5 – Satanás estava induzindo aquele homem à autodestruição. A obra de Satanás é destruir as obras de Deus e no seu currículo se destacam as ações de roubar, de matar e de destruir. O diabo estava fazendo o que lhe é peculiar.

d) Versos 6 e 7 – Satanás sabe quem é Jesus e reconhece a sua autoridade e soberania, se prostrando diante dele para adorá-lo. Devemos observar que Satanás não se referiu a designação humana de Jesus. O Diabo não exclamou "Jesus de Nazaré!", mas sim "Jesus, Filho do Deus Altíssimo!", que é a designação divina de Jesus. Satanás sabe que Jesus é Deus e, embora tente destruir as suas obras e desviá-lo de sua plano salvífico, não nega a divindade de Cristo. O Diabo não se submete a soberania de Jesus, mas ele sabe quem é Jesus.

e) Verso 8 – Jesus não faz entrevista marqueteira ou trava um diálogo amistoso com os demônios. Ele exerce autoridade espiritual plena. A ordem é para sair e é dada no tempo verbal imperativo aoristo da língua grega. O que significa dizer que é para Satanás e seus demônios saírem agora, de uma vez só, e de uma vez por todas. É uma ação incisiva de Jesus. Este tempo verbal grego é mais forte do que o imperativo em português, não admitindo confrontação à ordem recebida ou desobediência.

f) Verso 9 – A possessão daquele homem era exercida por uma legião de demônios. Uma legião de soldados romanos, usada como figura neste texto, tinha aproximadamente 6 mil soldados. Vale destacar que Jesus faz uma única pergunta aos demônios, mas isto depois da ordem expressa para que saíssem do homem. Não se deve dar ibope para Satanás, batendo papo com ele. Deve-se exercer autoridade espiritual e expulsá-lo.

g) Verso 15 – Há um contraste maravilhoso, radical e surpreendente agora. O homem é uma nova criatura, totalmente liberto. Não há libertação em suaves prestações corrigidas e acrescidas de mora demoníaca. Quando Jesus liberta, liberta. A pessoa deve assumir a sua nova posição em Cristo, deixando para trás as maldições e opressões que a escravizavam, renunciando todo o envolvimento com o satanismo e quebrando, no sangue de Jesus, todo o vínculo com o império das trevas e toda a legalidade exercida pelo Diabo em sua vida. Se ficar ponderando sobre o passado, com medo ou preservando hábitos e pecados, não foi liberta.

h) Verso 19 – Jesus não autorizou um show gospel para a exploração marqueteira da libertação e muito menos autorizou uma apoteose teatral ou pirotécnica baseada nas diabruras do homem quando ele estava possesso. Jesus responsabilizou o homem por um testemunho sério. O testemunho do homem liberto deveria mostrar não o que Satanás fazia com ele e na vida dele, mas sim o que Deus fez libertando-o em Cristo.

O testemunho de libertação deveria proclamar as maravilhas de Deus e como a misericórdia divina o alcançara, concedendo-lhe libertação. Cuidado com os testemunhos que muito falam e enfatizam o poder e o domínio de Satanás, da obra do pastor ou do poder do homem e de sua "igreja". Jesus Cristo é quem deve ser exaltado e glorificado em um genuíno testemunho de libertação, para o louvor e a glória de Deus e para testemunho do evangelho da salvação.

Desejo deixar bem claro que Jesus expulsou demônios sem estabelecer uma fórmula única para este fim. Embora não haja no texto sagrado uma fórmula definida para se promover libertação da possessão demoníaca, é interessante notar que a característica marcante da atuação de Jesus nestes casos é a autoridade espiritual exercida ao ordenar que os demônios saíssem das pessoas.

Jesus sempre atribuiu o exorcismo ao Espírito ou ao dedo de Deus, Mateus 12.28 e Lucas 11.20, outorgando aos seus discípulos e à igreja autoridade espiritual para a expulsão dos demônios, mas nem por isso podemos prescindir da fé e da oração no confronto espiritual, Mateus 10.1; 17.19-20 e Marcos 9.23-29.

Não venceremos o confronto espiritual pela força física ou pela persuasão ideológica. Lutamos contra Satanás, não contra o possesso. A pessoa endemoninhada carece da graça e da misericórdia de Deus para a sua libertação. Satanás é o inimigo que já está derrotado pela vitória de Jesus Cristo na cruz, Colossenses 2.8-15.

Vejamos na seqüência uma questão muito séria e merecedora de receber atenção redobrada da parte de todos os salvos, visto que tem sido a causa de muito sofrimento, de muito desamor na igreja e de uma avassaladora derrocada espiritual na vida de muitos irmãos.

VI – A Confrontação objetiva com os nossos próprios demônios:

Em Mateus 16.13-23 a Palavra de Deus nos mostra claramente que até mesmo o cristão mais abençoado e mais iluminado pelo Espírito Santo não está imune ao ataque do diabo.

O mesmo Pedro que recebeu a revelação do Espírito de Deus sobre a messianidade de Jesus, verso 17, no verso 22 aparece confinado a uma visão puramente humana que chega ser diabólica, sendo repreendido por Jesus como sendo o próprio inimigo atuando, verso 23. É muito dura e pesada a reprimenda de Jesus chamando o apóstolo Pedro de Satanás.

Infelizmente vivemos situações como estas em nossas vidas e às vezes somos um verdadeiro demônio na vida dos nossos familiares, em nosso casamento, no contexto da igreja, na vida do nosso Pastor, dos nossos irmãos e, o que é pior, em nossa própria vida. Não nos damos conta de que a nossa visão está distorcida e distanciada da Palavra de Deus, como no caso de Pedro.

Precisamos aprender a identificar tais situações e as causas objetivas existentes para que elas aconteçam, assunto sobre o qual vamos considerar a seguir, para que realmente sejamos vencedores nesta batalha espiritual, porém intrapessoal. Vejamos tais causas.

a) Pecado oculto na vida do crente: Quando pecamos deliberadamente e conscientemente, entristecemos o Espírito Santo, Efésios 4.30, e nos sentimos como que esvaziados do Espírito de Deus, Salmo 51.10-11, e se insistimos na prática do pecado, apagamos a chama do Espírito Santo em nossas vidas, 1 Tessalonicenses 5.19. O pecado cometido e encastelado no coração, não confessado a partir de arrependimento sincero, é sintoma de que fomos tragados pelo adversário, 1 Pedro 5.8, e de que permanecemos sob a influência do Maligno.

Sempre que pecarmos, se formos tomados de arrependimento e não por remorso, alcançando um nível de conscientização espiritual profundo em relação ao pecado e sentindo motivação de Deus para abandonarmos o pecado, devemos confessar. Devemos colocar tudo diante de Deus, na presença do nosso pastor ou até mesmo da igreja, para que sejamos perdoados, restaurados e novamente habilitados para o confronto espiritual, 1 João 1.8-l0 e 2.1-2. b) Ressentimentos, mágoas e ódios guardados no coração do crente: O diabo se utiliza destes sentimentos para nos oprimir e para nos fazer opressores daqueles a quem amamos, para nos machucar e para machucar profundamente as pessoas ao nosso redor. Tais sentimentos são homicidas, 1 João 3.15, e devem ser renunciados diante da cruz de Jesus para que sejamos aceitos por Deus diante do trono da graça, a fim de que sejamos revestidos de amor e para que sejamos capacitados a perdoar, liberando e recebendo o perdão de Deus e das pessoas a quem magoamos. Efésios 4.26-27 e Tiago 3.14-15 têm ensinamentos preciosos sobre isso, além de outros diversos textos bíblicos.

A história de Saul, 1 Samuel 18.10-11, ilustra muito bem os malefícios de enclausurarmos estes sentimentos no coração e o que pode acontecer no dia seguinte. É melhor seguir a orientação de Efésios 4.26.

c) Negligência em relação à vida devocional e à prática da oração: Crente que não lê a Bíblia constantemente, conforme a exortação de João 5.39, e que não ora incessantemente como orienta 1 Tessalonicenses 5.17, está com problemas e é um problema para a igreja. É um diabinho em potencial, visto que nunca está na mesma sintonia espiritual que o restante da igreja.

Quase sempre trata as questões da igreja na carnalidade, na incredulidade ou no egocentrismo humanóide e demonizado. Não aceita perder. Não suporta a sã doutrina. Não admite ser disciplinado e não se submete a autoridade espiritual do pastor em hipótese alguma.

Sem oração e sem leitura bíblica a vida cristã fica subnutrida e mequetrefe. O pecado é sempre relativizado e o irmão, coitado, um o crente de esparrela e vulnerável que é aos ataques do diabo, muitas vezes, na melhor das boas intenções, inferniza a igreja.

d) Dúvidas quanto ao poder libertador de Jesus Cristo:Muitos crentes, e até igrejas, colocam no superlativo, ou seja, elevam quase ao grau de excelência, o poder de Satanás, minimizando o poder de Deus manifesto em Jesus na confrontação e na vitória contra o inimigo, o que é pecado e sintoma objetivo de imaturidade espiritual.

Textos como o Salmo 91, Colossenses 2.15, Filipenses 2.9-10, bem como uma série de outros textos bíblicos, não nos permite duvidar da vitória de Jesus contra Satanás. Se de fato estamos firmados em Jesus, somos vencedores. Somos mais que vencedores, Romanos 8.31-39.

Confiar no amor de Deus por nós é um segredo indispensável para a nossa vitória, 1 João 4.18. A conseqüência de, pela fé, não nos apropriarmos das promessas de Deus para nossa segurança e para a nossa vitória individual contra o diabo, sempre será um derrotismo catastrófico e uma cosmovisão espiritual distorcida e maligna, que afetará toda a igreja.

Ainda temos algo a considerar neste estudo sobre a missão da igreja na confrontação espiritual. Es seguida, estudaremos sobre os segredos espirituais para a vitória contra Satanás.

VII – Segredos espirituais para a vitória contra Satanás:

Quando colocamos nossas vidas a disposição de Deus e buscamos na Palavra de Deus os referenciais absolutos para nossa vida cristã, não necessitamos de fórmulas mágicas ou de amuletos evangélicos que nos protejam no confronto com o inimigo.

Não devemos agir como os católicos ou como os espíritas que usam a Bíblia como um amuleto da sorte e também não devemos usar a Palavra de Deus como se ela fosse um amuleto como a figa, a ferradura, o patuá, o galho de arruda, a "espada de são Jorge" ou a "comigo ninguém pode", como fazem os satanistas.

A Palavra de Deus é para nós escudo e broquel, Salmo 91.4. É a espada que o Espírito coloca em nossas mãos, Efésios 6.18, e que é mais cortante e penetrante do que qualquer espada de dois gumes, Hebreus 4.12, sendo a única arma que devemos utilizar nos embates contra Satanás.

Ao lançarmos mão da Palavra de Deus para o combate espiritual, não podemos jamais nos esquecer de que é a fé que depositamos no nome de Jesus que nos concede a vitória nestas rinhas, pois a fé é o escudo que nos protege dos dardos inflamados do Maligno e que nos capacita com resistência necessária para que satanás bata em desesperada retirada, Marcos 16.17; Lucas 10.17-20; Efésios 6.16; Tiago 4.7; 1 Pedro 5.7-8.

No livro "Vencer o Adversário", Mark Bubeck alista quatro segredos espirituais que nos garantem a vitória contra o diabo. Veremos que estes não são, na realidade, segredos misteriosos. São, antes de tudo, princípios bíblicos que devem estar bem definidos em nossas mentes como cristãos.

O primeiro deles é a união do salvo com Cristo. Efésios 6.10 nos exorta a estarmos no Senhor. A nossa força e certeza que temos de vitória consiste no fato de estarmos no Senhor. Precisamos manter um vínculo inseparável com Jesus, em sua plenitude e autoridade divinas, pois como

afirma Colossenses 1.16, até mesmo os principados e potestades estão subjugados a Cristo. Ainda em Efésios 6.10 temos a indicação do segundo segredo da vitória contra o diabo que é o estar cheio do Espírito Santo. Se a missão da igreja, por excelência, é prevalecer sobre o inferno, isto explica o fato de Jesus só ter autorizado a militância da igreja após o revestimento do poder do Espírito Santo, Atos 1.8.

Crentes que não estão atentos para a eloqüente exortação de 1 Tessalonicenses 5.19 não devem correr o risco de um confronto com o diabo, pois somente quando estamos revestidos na "força do seu poder", estamos habilitados para a luta.

O terceiro segredo é o suprimento de toda a armadura de Deus, Efésios 6.11-13. Esta armadura nos garante proteção e nos permite ação objetiva contra o inimigo. Ela nos faz resistir no dia mau e nos matem firmes, apesar de todas as circunstâncias.

Não podemos nos contentar com partes da armadura. Temos que utilizá-la em sua inteireza, visto que cada peça tem um papel singular e estratégico para que obtenhamos a vitória contra Satanás e para que tenhamos recursos espirituais suficientes para a preservação e manutenção desta vitória, Efésios 6.13-17.

O último segredo é a oração. Este segredo é de suma importância visto que é por meio da oração que alcançar os anteriores. Efésios 6.18 nos exorta a orarmos todo o tempo no Espírito, suplicando perseverantemente por todos os santos. A idéia é a de criarmos uma corrente contínua de oração e de intercessão na igreja, Romanos 12.12; 1 Tessalonicenses 5.17; Tiago 5.16-18, visto que nenhum de nós está livre dos ataques do diabo.

Somente pela oração é que alcançamos a união com Cristo, que nos enchemos do Espírito Santo, que renunciamos as capacidades humanas para que lutemos tão somente pela unção espiritual.

O diabo nunca se preocupou muito com os rituais religiosos da igreja, mas tem um medo descomunal da oração genuína. Quando oramos e intensificamos, pela oração, a nossa intimidade com Deus e o nosso poder espiritual, mesmo que não tenhamos do Espírito Santo o dom para discernir espíritos, temos a capacitação espiritual para percebermos e para identificarmos novas e diversificadas formas de oposição da parte de Satanás, recebendo também do próprio Deus o poder e a autoridade, em nome de Jesus, para a vitória.

Vejam que, como disse no início, na verdade, não há segredo algum. Todo o salvo deve saber disso e deve se apropriar da Palavra de Deus, se deseja vencer o maligno quando ele se manifestar.

VIII – Enfrentando o maligno em pessoa e expulsando o demônio:

Temos uma missão e em conseqüência desta, um confronto direto com o diabo. Não podemos dizer que cumprimos nossa missão evangelizadora como igreja, na implantação do reino de Deus no mundo, se não nos incomodamos com o fato de que as pessoas à nossa volta permanecem opressas ou possessas pelo maligno. Temos que enfrentá-lo cara a cara e para isso é necessário que tenhamos em mente algumas verdades bem objetivas, para que não sejamos envergonhados.

No confronto com o maligno em pessoa devemos estar cientes de que:

a) Uma autoridade rebelde está no controle da vida e da mente do possesso e do oprimido. Satanás continua sendo o tirano deste mundo, mas precisamos ter plena certeza de que ele não tem poder para nos escravizar se Jesus é o Rei entronizado em nossas vidas, Colossenses 1.9-16 (observe o verso 13, em especial).

b) Não se iluda. Os poderes demoníacos estão em ação sim. Satanás é um ser vivo e opera o mal e a malignidade no mundo, mas ele não é todo poderoso. É um ser criado; um anjo decaído. Satanás não é onisciente, onipresente e nem onipotente. Ele não pode estar em toda parte ao mesmo tempo, mas trabalha a partir de enganos, de mentiras e de usurpações, para que as pessoas creiam que ele é o todo poderoso. Mas vale ressaltar que todo poderoso, onisciente, onipotente e onipresente, só Deus, Salmo 139. Não há registro bíblico de que os anjos tenham sido criados com os mesmos atributos de Deus.

c) Os demônios podem existir fora ou dentro dos seres humanos. Marcos 5.12 mostra que eles pediram para entrar nos porcos, o que indica que eles são capazes de se locomover livremente, não estando sujeitos a barreiras naturais.

d) Os demônios podem assumir o controle territorial, em cidades, bairros ou países, ou se estabelecerem como proprietários, por usurpação, de determinados pontos geográficos ou espaço físico, Efésios 2.12 e Colossenses 1.16. Só a oração e a autoridade espiritual em Cristo podem detê-los.

e) Os demônios se comunicam entre si. Lucas 11.24-26 deixa claro que o diabo tem seus próprios meios de comunicação.

f) Cada demônio tem a sua própria identidade. Ainda em Lucas 11.24-26 vemos a indicação de uma personalidade que é capaz de raciocinar, de se lembrar de fatos ocorridos anteriormente, de avaliar situações, de traçar planos e de tomar decisões próprias. Não estamos nos confrontando com forças impessoais.

g) Os demônios são capazes de combinar e de conjugar esforços. Marcos 5.9 indica que uma legião atuava (uma Legião romana tinha, aproximadamente, seis mil soldados). Lucas 11.26 assevera que um deles traria com ele mais sete. Uma verdadeira conjugação de poderes satânicos se articula para oprimir, para possuir e para escravizar as pessoas humanas.

h) Os demônios variam no grau de perversidade. Ainda em Lucas 11.24-26, em especial no verso 26, vemos que os parceiros de diabrura eram piores do que o primeiro. Em Marcos 9.14-22 vemos que o demônio fazia com que o menino tivesse convulsões, rangesse os dentes e espumasse até definhar(verso 18), lançando-o no fogo ou na água para destruí-lo (verso 22). A intenção objetiva de Satanás era a de matar o garoto.

Tendo essas verdades em mente podemos, pela fé e certos da misericórdia de Deus para conosco, nos aventurarmos no confronto cara a cara com o maligno, para expulsarmos o demônio daqueles que estejam possessos ou para repreendermos a opressão na vida daqueles que padecem com as investidas do inimigo.

Para expulsarmos um demônio ou para interrompermos um processo de opressão devemos estar cientes de onde emana a autoridade e o poder para a vitória neste embate. De certo não está na pessoa humana, mas sim no nome de Jesus. Não há nenhuma fórmula mágica no nome de Jesus, mas não existe homem no mundo, por mais santo, por mais virtuoso e por mais piedoso que tente ser que tenha autoridade vitoriosa sobre os demônios, sem que esteja submisso a Cristo e sem que exerça a autoridade no nome de Jesus neste confronto. A autoridade e o poder para a nossa vitória conta o inimigo é promessa do próprio Jesus, Marcos 16.17 e Lucas 9.1 e 10.19.

Vale ressaltar que a expulsão de demônios não é privilégio de uma casta superior de crentes ou apenas de pastores avivados ou pentecostais. Também não é sinal ou evidência de maior poder ou de mais autoridade espiritual, Lucas 10.20. A soberba espiritual por se ter recebido um dom espiritual ou por se ter vencido um confronto contra o diabo é pecado. Quando isso acontece no coração do cristão, quem venceu o confronto, na realidade, foi o diabo.

Seria interessante que o salvo que tem experiências com pessoas possessas ou oprimidas desenvolvesse o hábito de jejuar. O jejum nos moldes de Isaías 58.6-14 produz quebrantamento e purificação espiritual. O quebrantamento sincero do nosso coração diante de Deus nos permite desfrutar das promessas de restauração íntima e de vitória sobre Satanás, Tiago 4.6-10. Tenha em mente que o maior exemplo que temos de vitória contra o diabo é o do Senhor Jesus Cristo, que venceu o maligno após longo período de oração e de jejum, 40 dias, exclusivamente pela autoridade da Palavra de Deus, Mateus 4.1-11.

Não há ciência humana que possa debelar as forças do inferno. Só a oração e a unção espiritual nos outorgam a autoridade no nome de Jesus para a vitória contra Satanás.

Conclusão:

Espero ter auxiliado aos amados irmãos e irmãs a esclarecerem as dúvidas que tinham sobre este assunto, bem como a reformularem os seus conceitos sobre a pessoa de Satanás e sobre o confronto com a opressão e a possessão maligna na consecução da missão da igreja.

Muito mais do que um posicionamento denominacional perseguimos preceitos bíblicos inquestionáveis. Embora muitas vezes e durante vários anos estes preceitos tenham sido negados por muitos líderes evangélicos, não podemos negar o fato e a realidade de que o diabo existe e atua ainda hoje no mundo, oprimindo e possuindo pessoas que carecem de libertação.

Se me arriscasse a resumir tudo o que estudamos neste período sobre este tema, A missão da igreja na confrontação com a opressão espiritual, diria que a nossa grande e infalível arma contra o diabo é, ao mesmo tempo, a oração, a submissão a Deus e a resistência ao próprio diabo, pela fé em Cristo Jesus, Tiago 4.7 e 1 Pedro 5.6-9.

A oração, a submissão a Deus e a resistência espiritual associadas à convicção de vitória em Cristo, nos garantem, antecipadamente, a vitória, pois a Bíblia, a Palavra de Deus, não mente e assim assevera.

Desejo encerra esta série de estudos declarando que Satanás está derrotado em minha vida, em nossas vidas e em nossa igreja, pois "para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo", 1 João 3.8.
Amém!
Aleluia!
Glória a Deus!

Bibliografia:

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ERIKCSON, Millard J. Introdução à Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1997.

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WAGNER, P. & PENNOYER, D. (Org.) A luta contra os anjos do mal. Mogi das Cruzes: Unilit, 1996

Fernando Fernandes é Pastor da 1ª Igreja Batista em Penápolis/ SP e Prof. no Seminário Teológico Batista de São Paulo. E-Mail: prfcf@terra.com.br

Fonte: http://www2.uol.com.br/bibliaworld/igreja/estudos/igrej031.htm

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2 responses to this post.

  1. Posted by Joice on abril 26, 2009 at 12:26 am

    muito esclarecido é de suma importancia!!!!!

    Responder

  2. Posted by Alguém!!! on março 21, 2012 at 2:15 pm

    Boa tarde,
    LEndo o texto, vi escrito no paragráfo a) Pecado oculto na vida do crente.
    Segundo o que tu escreveu pecado oculto, que se havendo arrependimento é necessário colocar aos pés de Jesus, que segundo a biblia nos purifica de todo o pecado e nos justifica, mas e confessar ao pr. e a igreja??
    Pecado que se confessa ao próximo não seria pecado cometido contra alguém cmo diz em Tiago? Qual a base biblica, qual conselho biblico leva a crer que pecado deve ser confessado ao Pr.? Procuro a muito tempo essa resposta, mas não achei!
    Aguardo sua resposta, obrigada!

    Responder

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