Os anjos, Satanás e os demônios I


•.        Que são anjos?

•.        Por que Deus os criou?

•.        Como os cristãos devem considerar atualmente Satanás e os demônios?

 

 

1.         EXPLICAÇÃO E BASE BÍBLICA

 

A.        Que são anjos?

Podemos definir anjos da seguinte maneira: Anjos são seres espirituais criados com juízo moral e alta inteligência, mas sem corpos físicos.

 

1.                  Seres espirituais criados.

Os anjos não existem desde sempre; eles são parte do universo que Deus criou. Em uma passagem que se refere aos anjos como o “exército” dos céus, Esdras diz: “Só tu és o SENHOR. Fizeste os céus, e os mais altos céus, e tudo o que neles há, a terra e tudo o que nela existe, os mares e tudo o que neles existe. Tu deste vida a todos os seres, e os exércitos dos céus te adoram” (Ne 9.6; cf. Sl 148.2,5). Paulo nos diz que Deus criou todas as coisas “visíveis e invisíveis” por meio de Cristo e para ele, e a seguir inclui especificamente o mundo angélico com a frase “sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades” (Cl 1.16).

Os anjos exercem juízo moral, como podemos perceber pelo fato de que alguns deles pecaram e caíram de seu estado original (2Pe 2.4; Jd 6). Sua alta inteligência é vista por toda a Escritura à medida que eles falam com as pessoas (Mt 28.5; At 12.6-11; etc.) e cantam louvores a Deus (Ap 4.11; 5.11).

Como os anjos são “espíritos” (Hb 1.14), ou criaturas espirituais, efetivamente eles não possuem corpos físicos (em Lucas 24.39, Jesus diz: “um espírito não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho”). Portanto, normalmente eles não podem ser vistos por nós a menos que Deus nos dê a capacidade espiritual para vê-los (Nm 22.3 1; 2Rs 6.17; Lc 2.13). Em suas atividades ordinárias de nos guardar e nos proteger (Sl 34.7; 91.11; Hb 1.14), bem como de se juntar conosco para a adoração de Deus (Hb 12.22), eles são invisíveis. Contudo, em certas ocasiões anjos tomaram forma corporal para aparecer a várias pessoas na Escritura (Mt 28.5; Hb 13.2).

 

2.         Outros nomes para os anjos.

A Escritura às vezes usa outros termos para os anjos, como “filhos de Deus” ( Jó 1.6; 2.1); “santos” (Sl 89.5,7); “espíritos” (Hb 1.14),”sentinelas” (Dn 4.13,17,23), “tronos”, “soberanias”, “poderes”, “autoridades” (Cl 1.16) e”governos”(Ef 1.21).

 

3.         Outras espécies de seres celestiais.

Existem outros três tipos específicos de seres celestiais mencionados na Escritura. Tanto se pensarmos neles como tipos especiais de “anjos” (no sentido mais amplo do termo) ou como seres celestiais distintos dos anjos, eles são de qualquer forma seres espirituais criados que servem e adoram a Deus.

 

a.         Os “Querubins”.

Aos querubins foi dada a tarefa de guardar a entrada do Jardim do Éden (Gn 3.24), e é dito que o próprio Deus está entronizado entre os querubins ou que viaja com os querubins como sua carruagem (Sl 18.10; Ez 10.1-22). Sobre a arca da aliança no AT estavam duas figuras douradas de querubins com suas asas estendidas acima da arca, e foi ali que Deus prometeu vir morar entre o seu povo: “Ali, sobre a tampa, no meio dos dois querubins que se encontram sobre a arca da aliança, eu me encontrarei com você e lhe darei todos os meus mandamentos destinados aos israelitas” (Êx 25.22; cf. v. 18-21).

 

b.        Os “Serafins”.

Outro grupo de seres celestiais, os Serafins, é mencionado somente em Isaías 6.2-7, onde eles continuamente adoram ao Senhor e dizem uns aos outros: “Santo, santo, santo é O SENHOR dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória” (Is 6.3)

 

c.         Os seres viventes.

Tanto Ezequiel como Apocalipse falam-nos de outras espécies de seres celestiais conhecidos por “seres viventes” ao redor do trono de Deus (Ez 1.5-14; Ap 4.6-8). Parecidos com um leão, um boi, um homem e uma águia, são os representantes mais poderosos das várias partes da totalidade da criação de Deus (animais selvagens, animais domesticados, seres humanos e pássaros) e adoram a Deus continuamente: “Santo, santo, santo é o Senhor, o Deus todo-poderoso, que era, que é e que há de vir” (Ap 4.8).

 

4.         Posição e ordem entre os anjos.

A Escritura indica que há uma hierarquia e ordem entre os anjos. Um anjo, Miguel, é chamado “arcanjo” em Judas 9, título que indica governo ou autoridade sobre outros anjos. Ele é chamado “um dos príncipes supremos” em Daniel 10.13. Miguel também parece ser o líder do exército angelical: “Houve então uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar nos céus” (Ap 12.7,8). E Paulo diz-nos que o Senhor retornará do céu “dada a ordem, com a voz do arcanjo” (lTs 4.16). Se essa menção se refere a Miguel, o único arcanjo mencionado, ou se há outros arcanjos, a Escritura não nos diz.

Teologia Sistemática.

Wayne Grudem.

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